Desprogressivação capilar sem química

POR Vivi Najjar | Juba

Quando se pensa em transição capilar, muita gente liga este período a uma época de sofrimento. Não vou mentir dizendo que esta é uma das experiências mais divertidas, mas, se você mudar o foco para o autoconhecimento e a paciência, talvez encontre a possibilidade de ressignificar esta fase.

 

Partindo para a parte prática, há três opções. Você pode resistir bravamente, passando pela transição da forma mais corajosa, deixando a raiz crescer enquanto as pontas alisadas estão firmes e fortes. Há, também, algumas formas de amenizar a diferença, conforme eu já mostrei neste post.

 

Se você for do tipo destemida que adora uma mudança radical ou daquelas impacientes, a alternativa é o big chop, também conhecido como grande corte. Nele, se corta toda a parte alisada restando apenas a raiz crespa ou cacheada. Este foi o meu caso, não por opção, mas por intervenção de um corte químico.

Desprogressivação capilar sem química – método criado por Pietro Trindade – Juba de Leoa por Vivi Najjar

Muitas pessoas têm me procurado atrás de uma terceira alternativa que não sejam os temidos  big chop e transição e que, “milagrosamente”, se desfaça da química para voltar aos cachos. Já adianto aqui que milagres capilares infelizmente não existem e quem te prometer isso provavelmente poderá estar te enganando.

 

Existe, sim, uma terceira alternativa, um auxílio para transição, para que a pessoa não tenha que ficar muito tempo com uma grande diferença de texturas – a raiz crespa ou cacheada e as pontas lisas – ou tenha que recorrer para um corte radical, mas que eu quero tratar com extremo cuidado aqui: a desprogressivação capilar.

 

Muitos profissionais têm oferecido este serviço na promessa de se devolver os cachos “removendo” o alisamento através de um procedimento químico por cima da química que já existe no cabelo. Colocando em palavras mais simples, é como se fizéssemos uma permanente por cima do alisamento.

 

Minha grande preocupação, ao se aplicar uma química num fio que já foi quimicamente modificado é de estas químicas não serem compatíveis e ocorrer – falando na hipótese mais radical – um corte químico. Mesmo que isso não ocorra, pense que este fio já está machucado e fragilizado, você realmente vai querer feri-lo mais ainda?

 

E se o corte químico acontecer, eu posso te dizer com toda a propriedade de quem vivenciou isso há 14 anos, que é uma experiência extremamente traumatizante sentir seu cabelo cair todo no lavatório.

 

Pois bem, ouvindo o apelo de vocês, eu comecei a pesquisar se não havia uma desprogressivação sem química. E encontrei! O cabeleireiro e terapeuta capilar Pietro Trindade desenvolveu uma técnica, na qual vem se aperfeiçoando há quatro anos, totalmente livre de químicas, baseada na tricologia capilar e fundada em três pilares: nutrição, hidroterapia e fisioterapia dos fios.

 

Desprogressivação capilar sem química – método criado por Pietro Trindade – Juba de Leoa por Vivi Najjar

“Meu sonho, como um profissional da área de beleza que está há 25 anos no mercado, é ver as mulheres do 2A ao 4C conseguirem cuidar sozinhas do próprio cabelo. Eu creio que a próxima geração, além da aceitação social e visual está criando um legado de saúde capilar e sou muito grato por poder contribuir para essa história”. Pietro Trindade

 

 

Essas três plataformas visam a reconstrução capilar através de um sistema autêntico: A Nutrição e reposição de nutrientes, que é o tratamento dos fios e do couro cabeludo. A Hidroterapia, que entende a água como um condutor que leva os nutrientes mais profundamente e trabalha as temperaturas a favor do cabelo, ou seja, diminui o uso de temperaturas quentes, que podem danificar ou até alisar e começa a trabalhar com água, para que o cabelo possa ser curado, inclusive, através das temperaturas da água. Fisioterapia dos fios, que são exercícios manuais de biomecânica, em que ensina as clientes ou profissionais a manipular os cabelos para estimular a ativação dos cachos sem feri-los, incentivando-os para que voltem a ter ondulação.

 

Aqui, como já existe uma química anterior, seja de progressiva, relaxamento ou qualquer outro processo de transformação de estrutura dos fios, seria impossível voltar para a estrutura natural, mas os resultados obtidos são fantásticos. Pietro explica que no seu método de desprogressivação, os fios ondulam de duas a três casas acima de como ele estava alisado. Por exemplo, se a pessoa tiver a raiz 3B e, por conta dos alisamentos, as pontas estão com a estrutura 2A, na desprogressivação elas podem atingir o 2C ou até o 3A. É quase como passar desapercebida pela transição, né?

 

Quisera eu ter conhecido o Pietro há 14 anos e que ele já tivesse desenvolvido essa técnica antes de eu perder grande parte do cabelo por conta da insanidade de ter fios milimetricamente alisados, loiros e, diga-se de passagem, nada saudáveis.

 

 

Essa cliente fez 12 progressivas no período de um ano. Na segunda sessão de desprogressivação sem química, os cachos já começaram a ganhar forma. Ela já aprendeu a manipular e finalizar os cachos sozinha e conta que toda vez que passa em frente a um espelho para e admira seus cachos!

 

Nadando contra a corrente daquele movimento que utiliza a permanente sobre o alisamento, Pietro entende as necessidades atuais, através da seguinte analogia: “Eu penso que a química tem que ter um apelo estético equilibrado e pensado como solução, mais ou menos como um procedimento cirúrgico incisivo. Podemos recorrer a ela como um recurso, mas com limites de responsabilidade. A química sobre outra química não é um bom caminho, não só no sentido da desprogressivação, mas em qualquer outro processo. Eu evito cruzar químicas num mesmo fio. Não adianta pensar na estética sem pensar na saúde”.

 

Por ser filho de cabeleireiro, estar em contato com este universo desde sempre e trabalhando no mercado desde os doze anos de idade, Pietro questionou as técnicas utilizadas até então e pensou que seria hora de nacionalizar o que se vinha recebendo de informações do mercado americano e adaptar à fibra capilar brasileira e até mesmo à sobrecarga de progressivas, coisa que não se tinha nos Estados Unidos.

 

“Quando se faz uma transição usando algum tipo de apelo químico, temos uma alteração do cacho verdadeiro da pessoa. O profissional não estará criando uma transição, mas um sistema em que a pessoa terá que retocar esses cachos e manter esse tipo de estrutura química, pois mesmo que se use um bigudinho semelhante ao cacho da pessoa, este cacho será artificial. E por isso estes métodos antigos trazem relatos negativos, totalmente verdadeiros e reais, de que machucam o cabelo, que são química pura e de que não enrolam o cabelo”.

 

Esse cliente fez 3 alisamentos no último ano e fazia uso de pomada duas vezes por dia para “esticar” mais ainda os fios. Ele contou que um pote de pomada durava cerca de dez dias e sentia muita dor no couro cabeludo. Três sessões e 24 dias depois, o cliente já relata a satisfação em relação à saúde do couro cabeludo e dos fios, além da retomada da autoestima.

 

Ele alerta que se for necessário enrolar o cabelo com bigudinho, roler ou afins, é certeza de que há uma química por trás. Também indica que fiquemos atentas ao cheiro “química tem cheiro de química, tratamento tem cheiro de tratamento”.

 

Completamente desvinculado de marcas e empresas, durante este período ele se focou na técnica e também no comportamento dos consumidores. Inclusive por ter uma de suas formações em moda, Pietro acredita que as tendências sociais vêm das ruas. Assim, ele viu, ouviu e entendeu as necessidades das clientes e consumidoras para, então, usar sua expertise e gerar um aperfeiçoamento deste novo conceito de desprogressivação.

 

Durante este processo, Pietro percebeu que uma única linha não era suficiente para suprir as necessidades dos fios em transição e passou a entender também as diferenças de possiblidades financeiras entre uma cliente e outra, focando no conceito de tratamento de cada produto, buscando alternativas de diversas faixas de preços e igualmente eficientes.

 

“Além de um período de tratamento, a desprogressivação capilar é uma forma, também, de reeducar a cliente para que ela possa, neste período de transição, incorporar o tratamento e também aprender e receber dicas, passando por essa fase de uma forma menos dolorida e mais leve e agradável, baseada em saúde e beleza. Mais do que uma técnica, este é também um conceito de tratamento e cuidados personalizados“, finaliza Pietro Trindade.

 

Eu tenho acompanhado este trabalho de perto e posso afirmar, sem sombra de dúvidas, que nunca presenciei nada parecido em termos de transição e tratamento.

 

Além de atender os clientes com total compromisso com a saúde dos fios, Pietro Trindade também ministra cursos nos quais divide os conhecimentos sobre as técnicas que cria e desenvolve.

 

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2 Comentário:Desprogressivação capilar sem química
  1. Cecília marques

    Fantastico

  2. Viktor I

    Muito show e o caminho é o tratamento viva o talento e expertise d Pietro 🔝🔝🔝👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👍🏻👍🏻👍🏻