Frizz sim, e daí?

POR Vivi Najjar | Juba

Nós temos um dispositivo, localizado na cabeça, capaz de medir a umidade relativa do ar: chama-se cabelo cacheado. Dispositivos mais potentes ainda são os cabelos crespos.

 

E exatamente assim se dá a ciência do frizz: as cutículas do cabelo seguindo seu instinto natural de buscar umidade onde ela está em maior abundância. Se o ar estiver úmido, será na atmosfera que os fios buscarão esta umidade, gerando o tão temido frizz.

 

Prova disso é o higrômetro, instrumento para medir a umidade do ar, que tem um de seus tipos o higrômetro de cabelo, que utiliza fios de cabelo humano para medir a umidade da atmosfera, criado pelo cientista suíço Horácio Benedict de Saussure e considerado o inventor do primeiro higrômetro útil.

 

Em termos de cachos e, mesmo quando o cabelo está completamente saudável, nutrido e hidratado, um pouco de frizz é inevitável e natural.

 

Há como se minimizar o frizz mantendo o cabelo sempre hidratado e nutrido, através de tratamentos semanais com máscaras, evitando o uso de secadores, pentes e escovas e usando toucas ou fronhas de cetim para dormir.

 

 

Mas muito tem me preocupado essa obsessão que tenho observado pelo extermínio total, completo e absoluto do frizz. São produtos, fórmulas milagrosas, receitas caseiras e um estica e puxa sem fim que resulta em, nada além, de ansiedade.

 

Mas eu garanto que a melhor forma de se lidar com o frizz é aprendendo a conviver com ele, pois não há nada neste mundo, numa cabeça cacheada ou crespa, que o fará desaparecer de vez.

 

Por mais alinhadas, tratadas e hidratadas que as cutículas do cabelo estiverem, basta um pouco de umidade para que os fios se arrepiem minimamente, pois temos um cabelo naturalmente mais seco, fino e delicado.

 

Costumo pensar no frizz como um enfeite extra, capaz até de garantir um volume a mais quando a juba está solta, e perfeitamente natural e parte dos meus fios. E, enquanto eu defender a naturalidade da minha cabeça, aceitarei meu frizz.

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